O Triste fim do estádio
Pouco depois seria a vez do Esporte seguir para a Capital e jogar contra o Estrela da Saúde. Semanas antes da partida se realizar surgiram boatos misteriosos a respeito do jogo e da recepção que seria oferecida à torcida São-Bernardense. Falava-se em massacre. Os Boatos foram tão poderosos que apenas oito jogadores se apresentaram no dia da partida, e mesmo desfalcada, a equipe seguiu para São Paulo.
Os Boatos foram confirmados, pois antes mesmo de adentrarem ao estádio, a equipe do Esporte foi cercada pelos irados torcedores do adversário, sendo recebida a pauladas e pedradas.
A Confusão durou muito tempo, com muitos se refugiando em bares das redondezas e pulando muros de residências vizinhas.
Com todos estes fatores, o jogo acabou por não ser realizado, e o Esporte perdeu por WO. Os Rigorosos regulamentos da época suspenderam a equipe inteira em mais de 200 dias, e ainda o clube foi punido com o rebaixamento à Terceira Divisão, fato que desestimulou todos os envolvidos com o futebol do Esporte Clube São Bernardo.
Voltando ao amadorismo, o futebol do clube resistiu e começava a voltar ao entusiasmo dos velhos tempos quando um golpe definitivo desestruturou o departamento de futebol. A Prefeitura de São Bernardo do Campo, ao construir uma avenida sobre o Ribeirão dos Meninos, desapropriou mais da metade do terreno ocupado pelo campo de futebol, o que significou a morte deste esporte. (A Avenida em questão, é a Avenida Brigadeiro Faria Lima)
Muitos lembram emocionados uma cena que marcou definitivamente a vida do clube: Máquinas da Prefeitura traçando sulcos profundos no gramado da famosa praça de esportes do clube, em poder do Esporte desde a sua doação, feita por Ítalo Setti, no longínquo 1941, e que o clube utilizava desde a sua fundação, em 1928.
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