Home

Antonio de Mesquita

Antonio de Mesquita

Chegou na cidade em 1920, e participou de todos os times que surgiram naquela época e na seguinte. Sua popularidade na região era tanta, que em 1927, em um festival varzeano realizado em Santo André, Mesquita foi convidado a jogar uma vez por cada equipe, para que não houvesse desequilíbrio entre um time e outro.

Jogando ao lado de craques da época como os grandes Angelo Cestari, José Delegá, Alfredo Sabatini, Floriano Pasin, João Peçanha e Constantino Vertematti, Mesquita destacou-se dos demais por seu jogo clássico, de toques de bola, grande velocidade no contra-ataque e objetividade em todas as jogadas. Formava um trio temido ao lado de André e Tatão.

Costumava dizer que o futebol de sua época era tão ou até mais violento do que o atual: "Em Santo André existia um tal de Dante Garofi, cuja especialidade era entrar de pé na barriga do atacante. Um dia "amansamos" ele, e não importunou mais. Acontece que naquela época jogávamos com as mãos na camisa, e hoje joga-se com as mãos no dinheiro" dizia o craque em entrevista concedida a uma revista em 1981.

Para citar um exemplo de sua potencialidade de craque, basta lembrar o carro que Mesquita deixou de ganhar por fazer gols demais: Numa determinada temporada, um grande industrial de São Paulo, de passagem por São Bernardoviu o futebol de Mesquita e, numa segunda visita, disse ao craque que se o mesmo marcasse cinco gols contra o adversário (um time de São Caetano), Mesquita receberia um Ford "bigode". "Fiz seis gols e quando fui reclamar do automóvel, o tal milionário saiu de fininho, dizendo que tinha pedido só cinco gols".

Mesquita, depois de abandonar o esporte como um verdadeiro ídolo, treinou o time do São Bernardo por muitos anos, participando das equipes de veteranos até os 45 anos de idade.

Última atualização (Sáb, 28 de Novembro de 2009 07:33)

 
Banner